Wednesday, December 05, 2007

Sá Carneiro

Fez ontem 4 de Dezembro, 27 anos do acidente de Camarate que liquidou os tripulantes de um Cessana e de todos os ocupantes, em que entre eles se encontrava o então primeiro ministro Francisco Sá Carneiro.
Recordo-me perfeitamente dessa noite de Quinta ou Sexta Feira, terminus de uma campanha eleitoral para as presidenciais. O meu amigo João Mira, assistiu na sede de campanha ao General Soares Carneiro em pessoa a comentar e lamentar o falecimento do primeiro ministro, de Adelino Amaro da Costa, e acompanhantes.
Assisti ao funeral em convivío com malta amiga na casa da Ana Clara (hoje eminente magistrada numa comarca do Oeste, acho eu), com um lanchinho primorosamente preparado pela Mãe da amiga.
Recordo-me do corpo de Sá Carneiro chegar ao Cemiterio do Alto de São João.
Vinte e sete anos depois fico a saber que Sá Carneiro se encontra no Cemitério do Lumiar.
Está na notícia do Público a visita do líder do PSD Luis Filipe Menezes, ao túmulo do antigo primeiro ministro.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1312722&idCanal=23

Monday, December 03, 2007

Há 51 Anos

Neste dia há 51 anos, portanto em 1956 - Começa novo período de emissões experimentais da RTP, a partir dos Estúdios do Lumiar.

Tuesday, November 27, 2007

Património Lisboa

26/11/2007 (23:23)
Lisboa luta para conservar história
por Mary Weinstein, do A Tarde online
LISBOA – Saudade é palavra de português. Talvez por isso, em Lisboa, o que pertenceu ao passado está nas ruas em corredores de prédios antigos. Entretanto, assim como no Brasil, proteger o patrimônio histórico e artístico em Portugal não é um mar de rosas. Mesmo reconhecido, há polêmicas freqüentes, com coberturas nos jornais.
Há pouco mais de dois meses, houve uma reformulação nos órgãos de patrimônio de Portugal. O que era o Instituto de Proteção do Patrimônio Arquitetônico (Ippar) passou a se chamar Instituto de Gestão do Patrimônio Arquitetônico e Arqueológico (Igespar), com mil pessoas prestando serviços.
Sua sede fica no Palácio da Ajuda, em Lisboa, tombado e rigorosamente restaurado, que também cede espaço para o Ministério da Cultura e para um museu com acervo significativo no que se refere a mobiliário e vestimentas, quadros e instrumentos musicais, documentos e cristais ingleses, de orgem russa e francesa, datadas de até quatro séculos atrás.
O Palácio da Ajuda, agora Palácio das Artes, foi a construção de cimento e pedra que substituiua Real Barraca, onde passou a morar dom José II, depois do terremoto de 1755, em Lisboa, que lhe provocou o trauma de estar em ambientes fechados.
O chefe da Divisão de Estudos Patrimoniais e Arqueociências do Igespar, Miguel Soromenho, vê semelhanças na metodologia de proteção do patrimônio em Lisboa e em Salvador. “Se tiver um imóvel classificado (tombado), a Câmara (prefeitura) tem que remeter o projeto para ser avaliado pelo Igespar. A Câmara não pode dar autorização sozinha”, explicou.
Soromenho diz que, em Portugal, tem-se a impressão de que não há dificuldades em gerenciar a conservação dos monumentos, mas que, na verdade, “tudo funciona muito da mesma forma” e que há grandes embates entre construtores e defensores do patrimônio antigo. Ele diz que muito se perdeu. Outro problema, semelhante ao que existe em Salvador, é a falta de recursos – institucionais ou não – para empreender restaurações.
“Há imóveis que não estão classificados, mas estão em área classificada”, lembra Soromenho. Ele diz que os parâmetros estipulados em Lisboa seguem um padrão passível de alterações a depender de particularidades específicas. Mas que o entorno de proteção é estipulado em um raio de 50 metros, a menos que haja objetos que possam levar a uma transformação da área em uma ZEP (Zona Especial de Proteção).
“Se o Igespar não responder a uma consulta, há um deferimento tácito após 20 dias, o que significa que é preciso trabalhar rapidamente”, diz Soromenho. “Como é que o Igespar, com tão pouca gente, com poucos técnicos, pode ser eficiente?”. A pergunta de Soromenho soa igual à dos gestores de instituições que atuam em Salvador.
“Patrimônio é triste”, lamenta o gestor. “As cidades mudam, têm que se adequar às novidades. Como gerir essa mudança mantendo algumas coisas é a questão. Os automóveis exigem garagens, garagens exigem escavações”, pondera. “É muito complicado, há constante pressão do setor imobiliário. O leitmotiv é a redução do peso do Estado”, diz Soromenho, desanimado.
Ao ser questionado se em apenas 20 dias é possível analisar um projeto, Soromenho rebate explicando que durante uma obra, se for encontrado vestígio que remeta ao passado, o proprietário ou empresário tem que parar os trabalhos e comunicar ao Igespar, de acordo com a Lei n° 107/2001.
O grafitismo é considerado uma ameaça em Lisboa, muito embora não se vejam tantos monumentos danificados. “Os grandes monumentos estão reconhecidos. Há uma maior sensibilidade agora”, comenta Soromenho.
SOCIAL – Sobre o que aconteceu com o Pelourinho, em Salvador, de onde se retiraram os antigos moradores para privilegiar o comércio, ele opina: “O patrimônio só faz sentido com as pessoas lá dentro.
A garantia da sua conservação só se tem se for utilizado”. Ele diz que é mais interessante qualificar socialmente a área.
Para o diretor da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (Egeac), Pedro Moreira, os problemas de construção imobiliária e conservação do patrimônio são colocados no dia-a-dia, como em qualquer cidade do mundo. “São situações fruto de uma sociedade onde proliferam as questões do lucro e da obtenção de financiamentos e receitas: uma sociedade de capitais. O coração de uma cidade, onde normalmente reside o principal patrimônio histórico, é o mais apetecível, o mais procurado. Como tal, as pressões para a sua conservação e/ou modernização e intervenção são brutais”, diz Moreira.
Ele acha que só o “diálogo e muita negociação, sensibilidade e bom senso permitem que o patrimônio não seja destruído”. Moreira explica que o quadro atual é resultante de uma maior informação e da valorização do patrimônio e da criação de mecanismos de defesa. Ele diz que existe um diálogo constante entre o poder municipal e o Igespar. “Tal fato permite uma conjugação de interesses, de valorização e preservação”.
A Egeac é a empresa que faz a gestão dos principais equipamentos culturais municipais, como os teatros São Luiz, Maria Matos e Taborda, os museus do Fado e da Marioneta, o Cinema, o Castelo de São Jorge e o Padrão dos Descobrimentos. Conforme o diretor Pedro Moreira, essa gestão garante o uso dos monumentos e também suas conservação e preservação, além da programação cultural. A Egeac é igualmente responsável pelo Programa das Festas de Lisboa.

Monday, November 19, 2007

velocidade no Eixo N-S

Lisboa: CDS quer mais controlo de velocidade2007/11/19 20:43E exige outro sistema de controlo no último troço do Eixo Norte-Sul MAIS:
* mais Petição de Portas está a ser um sucesso * mais CDS pede admissão de novos polícias
Os deputados do CDS-PP na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) exigem que a Câmara intervenha junto da Estradas de Portugal para que a empresa coloque um sistema de controlo de velocidade no último troço do Eixo Norte-Sul, escreve a Lusa.
Numa recomendação que será apresentada terça-feira na AML, os deputados exigem que a colocação de um «sistema de controlo eficaz da velocidade de forma a garantir a circulação regular nos limites de velocidade em toda a via».
Este controlo de velocidade deverá incidir «em particular entre o túnel existente na zona da Alta de Lisboa e a zona das Laranjeiras/Sete Rios».
Na recomendação, os deputados Telmo Correia, José Roque e Carlos Barroso querem que a autarquia «esclareça que medidas irá tomar para reduzir o tempo de espera dos moradores das zonas adjacentes ao troço, melhorando o esquema de acesso/saída».
O último troço do eixo Norte-Sul «tendo sido atravessado, no primeiro mês, por 640.000 viaturas, numero que a torna uma das vias mais utilizadas na rede de estradas portuguesas», lê-se na proposta.
Segundo os deputados, «do início do novo troço (IP7) até à zona do Lumiar, tem-se verificado desrespeito reiterado da velocidade ali permitida».
O «congestionamento grave, nos dias úteis no período da manhã, em todas as vias que, no Lumiar e Telheiras/Carnide, levam ao Eixo Norte-Sul e acessos e saídas da Segunda Circular» é outro dos problemas levantados pelos deputados democratas-cristãos.
Os deputados afirmam que o «tempo anteriormente gasto para sair da zona de Carnide, Telheiras e Lumiar se multiplicou».
«A Câmara Municipal de Lisboa deverá dar prioridade aos moradores das zonas circundantes e não aos cidadãos que, através desta via, acedem à cidade», sustentam.
Defender a saúde dos munícipes
O CDS-PP apresenta também na terça-feira uma recomendação à Câmara para que «se mobilize na defesa da saúde dos seus munícipes, chamando o Governo às suas responsabilidades».
Em causa estão as consultas de saúde materno-infantil, de planeamento familiar bem como o apoio domiciliário e as campanhas de vacinação nos Centros de Saúde do Lumiar e Alvalade, «comprometidas pela falta de enfermeiros».
«Em especial no que respeita ao caso do Lumiar, de um quadro que deveria ser de 60 enfermeiros, estarão ao serviço apenas 20 a tempo inteiro e mais 17 a meio tempo e contratos a termo», expõem na recomendação.
Os deputado democratas-cristãos apresentam ainda uma recomendação à Câmara para que encontre uma alternativa de localização para a praça de táxis do largo do Chiado, que, afirma «tem vindo a ser usada pelos taxistas sem respeito à sinalética existente, ocupando não só o espaço reservado aos táxis, mas também o de serviço à igreja».
Caso não seja encontra uma localização alternativa, o CDS-PP recomenda «uma fiscalização eficaz, de modo a que se possa assegurar a fluidez».
«Aos fins-de-semana, principalmente no período da noite, o caos instala-se. Para além da ocupação abusiva do referido espaço, criam uma segunda fila paralela à existente. Do outro lado da rua, outra fila de táxis», descrevem.

Monday, October 22, 2007

Nova Casa da Secreta


Quem já não ouviu falar do Forte da Ameixoeira?O tal em cujos paióis eclodiu uma forte explosão, parece que, nos idos 50.Há cerca de 10 anos nalgumas ruas da Freguesia se abriu um filão nas calçadas, que estavam sendo fundamento para a colocação de uns cabos. Interroguei-me na altura para o que serviria. Uma placa junto à confluência da Comandante Fontoura da Costa com a Estrada do Desvio referia a construção de uma estrutura de comunicações “Ameixoeira / Grafanil” (este último nem sei precisar onde se situa realmente). Ora porque raio se fazia uma tirada de fibras ópticas entre uma edificação militar desactivada e para outro local não sei onde? E com tanto secretismo, tão deslocado no tempo ?!? Os próprios funcionários nem pareciam saber o que estavam a fazer ?!?A resposta pode estar na notícia que hoje saiu:O antigo forte da Ameixoeira vai ser a casa dos serviços secretos da Nação:
Jornal de Notícias - SIS vai ter casa segura por 15 milhões de euros
JN, artigo de Carlos Varela
SIS vai ter casa segura por 15 milhões de euros
Nova sede dos serviços secretos no forte da Ameixoeira vai albergar mais de mil funcionários
A nova sede do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP) e do Serviço de Informações de Segurança (SIS) vai custar 15 milhões de euros e deverá ser inaugurado já em Janeiro, segundo apurou o JN.
O local é o antigo forte da Ameixoeira, em Lisboa, uma instalação militar que fazia parte do património do Ministério da Defesa e que foi transferido para a Presidência do Conselho de Ministros, para albergar o SIRP e o SIS. De fora fica o SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa), que vai manter-se no forte do Alto do Duque, no Restelo.
O novo edifício, que é uma adaptação do forte do século XIX às actuais necessidades das Informações, vai ter capacidade para albergar mais de mil funcionários, dos quais toda a estrutura de direcção superior do SIRP - que dirige quer o SIS quer o SIED - assim como os serviços de apoio comuns, uma resultante da última restruturação, e o próprio SIS, que deixa assim a Rua Alexandre Herculano, cujo edifício poderá ser alienado.
Ali também vai ficar instalada a Escola Nacional de Informações, uma infra-estrutura dependente do SIRP e destinada a dar formação aos dois serviços mas também às forças policiais, como já vem acontecendo.
A medida acaba por ser aplaudida pelo próprio Conselho de Fiscalização do SIRP, com Bacelar Gouveia, presidente do organismo, a entender, em declarações ao JN, que as actuais instalações do SIS, na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, "já não ofereciam condições de trabalho capazes. Um Estado de Direito deve fiscalizar o seu serviço de informações mas também lhe deve dar condições para ser eficiente".
A medida é, por isso, classificada como "um excelente passo", enquanto, por seu turno, Matos Gouveia, do Conselho Superior de Informações, em declarações ao JN, considera que as ainda actuais instalações do SIS na Rua Alexandre Herculano, "não têm uma localização adequada para um serviço de informações".
O porquê é algo que ninguém quer pormenorizar, mas a verdade é que há muitos anos que esse problema é sentido. "Nenhum serviço de informações tem instalações no centro de uma cidade. Isso é absurdo", apontou uma fonte ao JN.
É que, para um organismo que pretende, no mínimo, ser discreto o centro de uma grande cidade é o local menos indicado para trabalhar, pela facilidade na verificação de movimentações. Mas havia também um problema de espaço, uma vez que o edifício da Alexandre Herculano foi projectado para 60 operacionais, e actualmente já alberga bem mais do dobro.
Contratação de novos operacionais
A construção do novo edifício integra-se no programa de renovação dos serviços, que integra também a contratação de novos quadros operacionais a executar durante quatro anos. Os operacionais deverão assim chegar a um número de cerca de 800 funcionários, numa data mantida ainda sob reserva, reduzindo o racio entre o apoio e os operacionais, que em 2005 era da ordem dos 50 por cento.

Custos e tempo sem derrapagem
A opção pelo forte da Ameixoeira está associada à localização do antigo edifício militar, que ocupa uma área de 70 mil metros quadrados. Nova sede do SIRP e do SIS vai ter uma importante área de segurança à sua volta, e há a garantia de que não é possível visionar o interior das instalações a partir de um edifício civil. A finalização das obras em Janeiro está de acordo com o planeado e não vai haver também derrapagem financeira nos custos.

Enfrentar o terrorismo e a xenofobia
A aposta do Governo nas Informações está associada à necessidade de dar uma resposta mais eficiente à realidade do terrorismo, nas suas várias vertentes, assim como aos fenómenos de xenofobia e de criminalidade violenta e organizada.

Thursday, October 11, 2007

Faltam enfermeiros no centro do Lumiar

in JN

As consultas de materno-infantil e de planeamento familiar no Centro de Saúde do Lumiar, em Lisboa, estão com falta de enfermeiros devido à não renovação de contratos, uma situação que o Sindicato Independente dos Médicos e a Ordem dos Enfermeiros consideram "preocupante".

Segundo dados fornecidos à agência Lusa pela Ordem dos Enfermeiros (OE), pelo menos quatro profissionais já viram os seus contratos terminados, devendo sair até ao final do mês outros três, todos do grupo dos sete enfermeiros com contratos de 19 horas semanais no activo.

O Centro de Saúde do Lumiar tem mais de 20 enfermeiros a trabalhar em regime de 35 horas semanais, que contudo não estão a ser suficientes para responder às necessidades, acrescenta a OE.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, António Branco, não confirmou a descontinuidade de contratos de enfermeiros deste centro de saúde, remetendo para mais tarde a divulgação e dados sobre esta situação.

Abertura do Eixo Norte-Sul

Abertura do Eixo Norte-Sul afasta 22 mil veículos da cidade
in JN por Ana Fonseca
"Verdadeiramente chocante para não dizer escandaloso". Foi assim que o primeiro-ministro considerou o atraso de duas décadas na conclusão do Eixo Norte-Sul cujo último lanço foi, ontem, finalmente inaugurado em Lisboa. Um investimento de 25 milhões de euros que completa um itinerário que liga a Ponte 25 de Abril à Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), permitindo o acesso directo à auto-estrada do Norte e à ponte Vasco da Gama. Na cerimónia de abertura, José Sócrates anunciou ainda que o último troço da CRIL vai ser adjudicado em Novembro.

Foi junto ao nó da Ameixoeira que a cerimónia de inauguração do lanço entre a Avenida Padre Cruz e a CRIL, teve lugar. Cerca de 45 minutos depois da hora marcada - e perante uma plateia onde pontificavam o ministro das Obras Públicas, Mário Lino e os presidentes das câmaras municipais de Lisboa (António Costa), Loures (Carlos Texeira), Odivelas (Susana Amador) e Vila Franca de Xira (Maria da Luz Rosinha) - o presidente da Estradas de Portugal (EP), explicou os benefícios do remate da via.

A obra ontem inaugurada vai permitir "retirar 22.500 viaturas da capital por dia" disse António Laranjo. Isto é, os automobilistas que transitam entre a Margem Sul e a Norte não terão de entrar na Segunda Circular "que assim ganhará uma folga, com melhorias evidentes na distribuição do tráfego". Das zonas Norte e Oeste serão também desviados 13.500 veículos. Acrescentou que este desvio de trânsito vai permitir uma redução de emissão de dióxido de carbono (CO2) de 122.000 toneladas por dia, em resultado da retirada de 8.000 veículos de circulação por dia.

Para aquele responsável, outra das vantagens da conclusão do Eixo Norte-Sul prende-se com a ligação à rede rodoviária em Sacavém e Camarate, o que irá encurtar este percurso em dois quilómetros e reduzir em cerca de 15 minutos o tempo de viagem.

Costa "desconfia"

Começando por afirmar que "mais vale tarde que nunca" o presidente da Câmara de Lisboa, chamou a atenção para o "efeito perverso" que a obra poderá provocar. Isto porque, argumentou António Costa, o descongestionamento da Segunda Circular pode, a longo prazo, "trazer mais trânsito para o interior da cidade".

O autarca da capital chamou assim a atenção para a aposta numa rede de transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa (AML), promovendo a articulação entre todas as entidades envolvidas e acabando com a "gestão quase feudal" da Administração Central. Costa lembrou que na última reunião da Junta Metropolitana de Lisboa (JML) foi chumbado o projecto governamental para criação da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT), que tem pontos com os quais as câmaras municipais não concordam.

A esse propósito Sócrates manifestou a total disponibilidade do Governo para iniciar "negociações com os autarcas", dada a importância desse organismo para a Área Metropolitana de Lisboa (AML).


Extensão

O troço entre a Avenida Padre Cruz e a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) tem 4,3 quilómetros e começou a ser construído em Março de 2004.



Dois lanços O empreendimento integra dois sub-lanços. O primeiro com 1260 metros que inclui a construção de um viaduto de 770 metros de extensão. O segundo tem 2975 metros.



Quatro nós

O lanço inaugurado tem quatro Nós, o da Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e o de ligação com a CRIL.



Perfil

O perfil transversal tipo da estrada é constituído por duas faixas de rodagem com três vias de 3,50 metros de largura cada, incluindo um separador constituído por guardas rígidas de betão.



Obras de arte

Ao longo do percurso de 4,3 quilómetros existem sete passagens superiores, quatro passagens inferiores e o Túnel da Ameixoeira.



Impacte ambiental

Na sequência de um estudo de impacte ambiental, foram adoptadas medidas minimizadoras, de acordo com a EP. Exemplo do túnel da Ameixoeira e da utilização de pavimento com características de absorção acústica e instalação de barreiras acústicas.

Wednesday, October 10, 2007

Eixo Norte/Sul concluído hoje



por TIAGO PETINGA/LUSA

Último troço da via custou mais de 47 milhões de euros
O Eixo Norte/Sul, que hoje fica concluído com a abertura do troço entre o Lumiar e a CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa) , demorou 20 anos a construir e envolveu queixas na Procuradoria- -Geral da República por alegados problemas de segurança.
O primeiro troço do Eixo Norte/Sul - que começa após a ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz - está concluído há mais de 10 anos. Com a inauguração do último lanço, entre a Avenida Padre Cruz e a CRIL, os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte deixam de ter necessidade de entrar na Segunda Circular para chegarem a Sacavém, onde começa a Auto-Estrada do Norte (A1).
Por resolver ficaram os alegados problemas de segurança do troço existente desde 1997 entre a ponte 25 de Abril e a Av. Padre Cruz, alvo de uma queixa-crime do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) por alegadas deficiências no traçado.
A par desta queixa, um dos protestos que mais marcaram este último lanço foi encabeçado pelos moradores da freguesia da Ameixoeira, que alegavam que a construção da via os isolava do resto da freguesia.
Outro problema era o mercado municipal do Lumiar, já que estava previsto que a obra passasse por aquela zona. A solução passou pela construção de um viaduto com um dos pilares a assentar no interior do próprio mercado.
A conclusão do Eixo Norte/Sul permitirá criar um novo acesso à capital a partir do nó de ligação com a CRIL. A via servirá para descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22, a Auto-Estrada do Norte e, sobretudo, o fluxo de veículos resultantes da A8 (Auto--Estrada Lisboa-Leiria) e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.
Por dia entram em Lisboa cerca de 80 mil veículos através da A1, provenientes do Norte, mas também dos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira e Alenquer. Segundo o Governo, prevê-se o desvio para o Eixo Norte/Sul de cerca de 20% do tráfego que hoje entra em Lisboa pela Segunda Circular na zona norte.
O Eixo Norte/Sul vai ainda baixar os tempos de percurso de atravessamento da cidade.
O troço a inaugurar hoje, numa cerimónia que contará com a presença de José Sócrates, tem uma extensão de 4,3 quilómetros. Foi candidato ao Fundo de Coesão com um custo estimado de 47 300 650 euros, incluindo aquisição de terrenos, construção, assistência técnica, promoção e divulgação, e é co-financiado pela União Europeia em 85 % .

Tuesday, October 09, 2007

Tá quase ...

Por cima da ponte de Telheiras vi agora a azáfama para A ESTREIA do tapete negro por cima do Lumiar.
Umas tiras fluorescentes indicando "Ameixoeira", "IC 17"... ui ui que giro. Sempre me habituei a ver grandes cidades nestas indicações. Agora é bonito ver Ameixoeira, como se esta freguesia / aldeia do Norte de Lisboa, fosse agora posta no mapa.
A notícia da inauguração para o dia que ora se inicia deste viaduto apanhou-me um pouco de surpresa.
Realmente nos ultimos dias tem-se verificado a instalação de uns candeeirinhos amarelos sobre a outrora estância do Senhor Rogério e da casa do Russo (lendário industrial de táxis).
Estão igualmente a colocar barreiras sonoros que emprestam um enquadramento de modernidade a esta curva aerea em relevé sobre o Lumiar.
Cheira a novo.
Amanhã já sei onde me vou passear com o meu filhote.
Chamem-me saloio. Mas o que querem? Estou feliz ... e pronto

Sunday, September 30, 2007

Eixo Norte-Sul completo

Foi no passado dia 27 ou 28, portanto Quinta ou Sexta Feira ultimas (hoje é Domingo) que se pode dizer que o troço da Rua do Lumiar sobre o qual passa o novel viaduto ficou desinpedido das vigas e andaimes que assistiram aquela parte da obra, e foi novamente reposto o traçado em linha recta da Avenida Padre Cruz. Agora é ver os trabalhadores a retocar este e aquele detalhe, a pintar a ponte de branco e a colocar umas barreiras sonoras.

olhe a notícia de ontem do Correio da Manhã, escrita por Carlos Manuel Martins:

2007-09-29 - 00:00:00
Lisboa: Engarrafamentos devem diminuir

Está a decorrer a conclusão do viaduto na Avenida Padre Cruz. Dentro de dias chegam os automóveis
A conclusão do Eixo Norte-Sul está na sua recta final, com a finalização dos trabalhos do viaduto sobre a Avenida Padre Cruz, no bairro lisboeta do Lumiar. Ao que o CM apurou junto da Estradas de Portugal, a obra que promete retirar milhares de veículos dos engarrafamentos da Segunda Circular e da Calçada de Carriche deverá ser inaugurada no próximo mês, não estando ainda uma data


O troço a abrir entre o Lumiar e o nó de ligação com a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) a Norte de Lisboa, numa extensão de 4,4 quilómetros, tem um custo de cerca de 25 milhões de euros, cabendo ao Estado o pagamento de 15 por cento, e sendo o restante assumido pela União Europeia.

Do lanço a inaugurar, com os trabalhos praticamente concluídos figuram quatro viadutos, oito passagens superiores, três inferiores, o pequeno túnel do Grilo junto ao Forte da Ameixoeira e quatro nós de ligação desnivelados: Ameixoeira, Alto do Lumiar, Camarate e CRIL.

A obra de maior complexidade, e cujos trabalhos estão mais atrasados, é o viaduto sobre a Avenida Padre Cruz e a Rua do Lumiar. O viaduto tem uma extensão de 773 metros e 32,4 metros de largura. Conta com três faixas em cada via e separador central.

Concluído há mais de dez anos está o primeiro lanço da obra, que nasce após a Ponte 25 de Abril e termina na Avenida Padre Cruz. A vantagem desta primeira fase foi retirar do centro da cidade o trânsito que estabelecia a ligação entre a Margem Sul e a Segunda Circular.

Com a inauguração, no próximo mês, do lanço entre o Lumiar e a CRIL as maiores vantagens são para os automobilistas que se deslocam entre a Margem Sul e o Norte, pois deixam de ter necessidade de efectuar o percurso pela muito congestionada Segunda Circular até atingirem Sacavém, onde começa a auto-estrada do Norte (A1).

Beneficiada sai também a ligação entre a Ponte 25 de Abril e a auto-estrada 8 (A8), com destino à região Oeste. Neste percurso deixará de ser necessário percorrer a Calçada de Carriche. Uma vantagem que também beneficia habitantes de Cascais, Sintra, Amadora e Oeiras nas ligações à parte leste da Grande Lisboa, enquanto não fica concluído o troço de três quilómetros da CRIL entre a Buraca e a Pontinha.

Ao nível da circulação interna da cidade de Lisboa, o troço que será aberto em Outubro facilitará a circulação entre a Alta de Lisboa e o Lumiar.

A obra que representa o maior empreendimento em fase de construção das Estradas de Portugal cumpre uma promessa que se arrasta há mais de duas décadas. Em Novembro de 2006, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, previa a sua conclusão para Abril deste ano. Seis meses depois dessa meta, o Eixo Norte-Sul fica concluído.

NOVO ACESSO À CAPITAL

A conclusão do Eixo Norte-Sul permitirá criar um novo acesso à capital a partir do nó de ligação com a Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL). A via servirá para descongestionar o trânsito actualmente existente nos acessos a Lisboa pelo Itinerário Complementar (IC) 22, a auto-estrada do Norte e, sobretudo, o fluxo de veículos resultantes da auto-estrada 8 e da Estrada Nacional 8, que chegam à cidade através da Calçada de Carriche.

Por dia entram em Lisboa cerca de 80 mil veículos através da A1, sendo viaturas provenientes do Porto e Norte, mas também dos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira e Alenquer. Pelo IC22 entram na capital 30 mil veículos por dia, com origem na Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL), na sua maioria do concelho de Loures.

Por seu lado, a A8 e a N8 deslocam para o centro de Lisboa 90 mil veículos originários do distrito de Leiria e dos concelhos mais a norte do distrito de Lisboa, sendo os mais representativos Torres Vedras, Mafra, Odivelas e Loures.

CRUZAR LISBOA SEM SEMÁFOROS

A conclusão do Eixo Norte-Sul permitirá atravessar Lisboa de Norte a Sul ao limite legal de 80 quilómetros/hora sem necessidade de parar em semáforos. A via tem início na ligação com a CRIL e, dirigindo-se para sul, passa junto da Alta de Lisboa.

Depois de efectuado o cruzamento desnivelado com a Avenida Padre Cruz, no Lumiar, segue para Telheiras, cruza a Segunda Circular, possibilitando depois o acesso a Sete Rios, Entrecampos e Praça de Espanha.

Pouco antes de entrar na Ponte 25 de Abril há ainda um acesso ao Marquês de Pombal. A conclusão do Eixo Norte-Sul termina também a construção do Itinerário Principal 7, que atravessa o País desde a fronteira entre Elvas e Badajoz até Lisboa. Um dos pontos mais marcantes da via rápida, pelo efeito paisagístico, é quando atravessa o Aqueduto das Águas Livres.

SAIBA MAIS

20 mil é a previsão do Ministério da Obras Públicas de carros que a nova via irá retirar por dia da Calçada de Carriche, por onde entram em Lisboa 90 mil carros.

1966 foi o ano em que foi inaugurada a actual Ponte 25 de Abril, permitindo a primeira ligação entre Norte e Sul de Portugal através da capital.

ATRASO

Em Novembro de 2006, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, estimou que a conclusão de Eixo Norte-Sul já tinha um atraso de sete anos.

MONUMENTO

O Aqueduto das Águas Livres, sob o qual passa o traçado do Eixo Norte-Sul, foi mandado construir por D. João V, abastecendo Lisboa desde 1748.

IMPACTO

A obra terá impacto visual, sobretudo devido à construção do viaduto junto a prédios da Avenida Padre Cruz e Alameda das Linhas de Torres.

Saturday, September 08, 2007

Encontros do Lumiar

:: FÁTIMA MISSIONÁRIA ::
"Pensar e viver as polaridades"
Dominicanas promovem "Encontros do Lumiar" ao longo do próximo ano litúrgico
Um ciclo de conferências quer “pensar e viver as polaridades”, a partir de diferentes leituras. A iniciar-se a 13 de Outubro, as conferências decorrerão a um ritmo mensal até Maio e apresentam-se como “Encontros do Lumiar”, promovidos pela comunidade de monjas dominicanas do Mosteiro de Santa Maria, em Lisboa.
A primeira conferência, seguida de debate e eucaristia, terá lugar às 15h30 de sábado, 13 de Outubro, e abordará o tema “Consensos: a verdade sacrificada?”, pelo frei Mateus Cardoso Peres, O.P..
O mote para os “Encontros do Lumiar” é dado por um excerto do livro “Nouveaux Paradoxes” de Henri de Lubac, onde se recusa os extremismos e se procura o “justo meio”: “Não é um extremista, nem um homem de partido. É um sábio. É equilibrado. Evita toda a paixão. De resto, tem experiência, sabe que em todas as coisas há sempre a sua parte de erro, e que nada se ganha em examinar muito a fundo. Sabe também que é preciso viver, e que a vida não é possível sem concessões mútuas e sem um certo ‘justo meio’.” Será assim? A respostas virão com os debates.
Miguel Marujo in FÁTIMA MISSIONÁRIA07-09-2007 • 15:59

Saturday, July 14, 2007

Ginja no Lumiar

Saturday, June 23, 2007

Nova Paisagem

Hoje é o terceiro dia que a Rua do Lumiar ostenta uma cobertura metálica sobre o final desta artéria.
Tem sido todas as noites: por volta das 23 h desde a passada madrugada de Terça para Quarta (de 19 para 20 de Junho), a PSP interrompe o troço final da Rua do Lumiar para se avançar com uma teia de vigas.
A paisagem já é diferente neste centenário Lumiar. O tabuleiro prepara-se para avançar sobre o Mercado do Lumiar, atravessa a rua e vai passar por cima do quarteirão que era a loja do Senhor Rogério (a estância que parece ter passado para a Rua Alexandre Ferreira), e a casa de móveis dos indianos.
São luzes, e luzes. Parece um teatro.
É este o espectaculo que tenho tido quando venho para casa depois dos ensaios de O TEU SONHO.

Wednesday, May 30, 2007

Lisboa perdeu 12 mil eleitores

Lisboa perdeu 12 mil eleitores desde 2005 - DiarioEconomico.com

O Norte de Lisboa (Lumiar, Ameixoeira e Carnide)n é o que mostra maior estabilidade no que toca à crescente desertificação no concelho de Lisboa.Artigo de hoje do Diario Económico por Rita Tavares
Lisboa perdeu 12 mil eleitores desde 2005A cidade que está novamente em disputa eleitoral mantém-se consistente na perda e no envelhecimento de eleitores. Desde 2005, foram sete mil os jovens que deixaram a capital do país.
Lisboa com menos gente, mais velha e sem hipótese à vista de vir a inverter este cenário negro. Passado apenas um ano e meio sobre as últimas autárquicas, a capital do país perdeu mais 12 mil eleitores, dos quais sete mil são jovens (com idades entre os 18 e os 29 anos). A descida é consistente.
Os dados disponibilizados ao Diário Económico pelo Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) foram fechados na semana passada – 60 dias antes da eleição em Lisboa – e mostram um “abaixamento consistente e constante” do número de eleitores inscritos na cidade. O director da Administração Eleitoral da DGAI, Jorge Miguéis, nota ainda que “quase metade dos eleitores de Lisboa têm mais de 50 anos”, enquanto que os mais jovens “engrossam o recenseamento da periferia”.
Não é de estranhar, por tudo isto, que os candidatos em Lisboa – hoje e sempre – apostem sobretudo em acções de campanha junto dos mais idosos. Veja-se o caso da corrente pré-campanha: Fernando Negrão é visita frequente de centros de dia, Telmo Correia já teve um encontro com idosos e António Costa apresentou recentemente um mandatário sénior, Raul Solnado – o homólogo da juventude (ainda) não existe.
É, de resto, o centro da cidade que mais se ressente com a desertificação, com as freguesias da Ameixoeira, Carnide e Lumiar a mostrarem maior consistência na manutenção de eleitores. Justificação? “Ainda há espaço para construir”, responde Jorge Miguéis. Nesta espécie de êxodo pesam, aliás, dois factores que andam a par: “O território é exíguo – a zona central não está a ser recuperada nem tem novos condomínios – e a habitação é muito dispendiosa no centro”.
A consequência é uma zona antiga envelhecida e a concentrar as freguesias mais pequenas da cidade. Os Mártires e a Madalena chegam mesmo a registar menos de 400 eleitores cada uma, juntando-se ao Castelo, Sacramento, Santa Justa e Santiago na lista de freguesias que têm menos de mil inscritos. Esta realidade não parece ter volta nos tempos mais próximos.
Na ponta oposta estão Benfica, Lumiar, Marvila, Santa Maria dos Olivais e São Domingos de Benfica. As cinco são as freguesias mais populosas e são quase sempre “determinantes na alteração dos comportamentos eleitorais”. Ou seja, nos minutos de angústia habituais da noite eleitoral, estas freguesias podem resolver – afinal representam 34% (mais de 177 mil pessoas) do eleitorado total de Lisboa (523.302 inscritos). As últimas autárquicas são disto reveladoras: três destas freguesias caíram para o PSD (Benfica, Lumiar e São Domingos de Benfica), as outras duas para o PS (Santa Maria dos Olivais e Marvila). O vencedor em Lisboa acabou por ser mesmo o PSD.
Fusão ou extinção de freguesias congeladasO Governo tem mantido na gaveta a proposta de extinção ou fusão de freguesias devido ao “potencial de nervosismo” que esta legislação pode acarretar, numa altura em que as negociações com os autarcas estão já muito desgastadas – saídas da difícil negociação da lei das Finanças Locais. Fonte do Executivo disse ao Diário Económico que esta reforma “não está considerada como prioritária” pela pasta (Administração Local) que está agora sob tutela directa do primeiro-ministro. A ideia inicial do Executivo era conseguir reorganizar o mapa de freguesias, a começar pelos maiores centros urbanos (Lisboa e Porto), pela fusão ou mesmo a extinção de algumas delas e pela atribuição de novas competências. À tomada desta decisão irão presidir critérios como o do número de eleitores inscritos e a qualidade urbana ou rural de cada uma das freguesias. Caso a proposta venha a ser aprovada, o Governo dará atenção imediata às freguesias que apresentem menos de 5 mil eleitores – no caso de Lisboa são agora 21.
Campanha das Intercalares
O apoio possível A ROSETA Manuel Alegre apresentou ontem em Lisboa o livro “Conseguir o Impossível” sobre a candidatura presidencial, em co-autoria com Helena Roseta. O apoio de Alegre à candidatura municipal de Roseta foi o possível. Esta foi a única forma de o “amigo” aparecer ao seu lado sem infringir os estatutos do Partido Socialista. “Os partidos estão arcaicos”, foi a crítica “possível” ao partido de que é militante. Alegre revelou ainda que o título do livro surgiu de uma conversa com Cavaco Silva em que este confessou que parecia “impossível” a candidatura” presidencial do poeta.
Negrão quer acordo contra OtaFernando Negrão defende a manutenção do aeroporto da Portela em Lisboa e vai, por isso, propor “um pacto” com todos os seus adversários nas eleições intercalares à capital. Segundo o candidato do PSD, será enderaçada ainda hoje uma carta a todos os candidatos para que “ainda antes das eleições haja um compromisso para o aeroporto da Portela se manter”. Numa visita ao centro de Saúde de Alcântara, Negrão aproveitou para dizer que acha importante conhecer a posição de António Costa, para perceber “se está do lado do Governo e contra Lisboa ou, definitivamente está do lado dos lisboetas”. Quando a Portela esgotar a capacidade “existem duas pistas prontas em Sintra e Montijo que podem colmatar as falhas”, concluiu.
Costa prefere outros problemas“Acho estranho que alguns candidatos queiram passar o tempo a discutir temas de política nacional, não faltam problemas na cidade para debater”. O “tema” que ‘incomoda’ António Costa é o do novo aeroporto de Lisboa que ontem voltou à pré-campanha por Fernando Negrão. Há menos de uma semana, numa acção de campanha no Príncipe Real, o candidato socialista mostrou-se aberto à discussão sobre o novo aeroporto de Lisboa, acrescentando ainda que “sobre essa questão o Governo deve ouvir toda a gente, incluindo a cidade”. Sem surpreender, Costa estará do lado do Governo, sem levantar novas questões. Apenas uma: quer criar um novo pulmão de Lisboa no espaço que o aeroporto da Portela deixar vago.
BE defende menos empresasO candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, defendeu ontem a extinção e fusão de empresas municipais. Em visita às oficinas da Direcção Municipal de Serviços Eléctricos e Mecânicos nos Olivais, alertou para a necessidade de “conhecer bem a máquina da câmara”, antes de tomar decisões

Thursday, May 24, 2007

Viaduto do Lumiar

de SIC Online

Para os moradores, as vantagens valem o sacrifício das obras
O viaduto do Lumiar, em Lisboa, deverá estar concluído até ao final do ano. Algumas casas do núcleo histórico do antigo Lumiar foram derrubadas para dar lugar aos pilares da estrutura, que vai passar mesmo por cima do mercado e vai cobrir parte de um edifício da Junta de Freguesia.
Mas para quem ali vive, ou trabalha, as vantagens do viaduto valem o sacrifício.
Com quase 800 metros de extensão e 14 metros no ponto mais alto, o viaduto do Lumiar será uma importante via de escoamento de trânsito na região de Lisboa. Se não houver atrasos, estará em funcionamento no final deste ano. Vai ligar o Eixo Norte - Sul às principais auto-estradas que ligam a capital ao resto do país.

Wednesday, May 23, 2007

Queda de plataforma

Jornal de Notícias - Queda de plataforma no Eixo Norte-Sul faz três feridos
Queda de plataforma no Eixo Norte-Sul faz três feridosApós o acidente a obra esteve parada durante o resto do dia Mónica Costa, Jornal de Notícias
T rês homens ficaram ontem gravemente feridos ao caírem de uma altura de cerca de 15 metros, nas obras de construção do viaduto de prolongamento do Eixo Norte-Sul, ao Lumiar, em Lisboa. Duas das vítimas foram levadas ao hospital de S. José e a terceira, em estado mais grave, permanecia, ao início da noite, internada com prognóstico reservado no hospital de Santa Maria.
O acidente, ainda por explicar, aconteceu por volta das 10.30 horas, quando uma plataforma da estrutura cedeu e desabou. Com ela arrastou os três homens - que de acordo com a estação televisiva SIC são estrangeiros (dois ucranianos e um guineense) -, que sofreram diversos ferimentos. Segundo um testemunho ocular, o encarregado da obra, também ele estrangeiro, garantiu que os três funcionários estão legais em Portugal.
O JN tentou, através da Inspecção-Geral do Trabalho, confirmar a legalidade dos trabalhadores no país e também se as obras vão continuar hoje. Ontem, após o acidente, toda a laboração foi suspensa. Até ao final do dia, não houve, porém, qualquer resposta.
Quando o socorro chegou ao local do acidente, o ferido mais grave, de 46 anos, encontrava-se inconsciente. Fonte do INEM explicou ao JN, que a vítima teve de ser entubada e ventilada antes de ser transportada ao hospital. Ao final da tarde, o director da urgência do Hospital Santa Maria, Jacinto Monteiro, disse que o homem continuava ventilado e apresentava lesões graves do tórax, fracturas nas costelas e na bacia. Terá ainda de ser operado às fracturas múltiplas sofridas numa perna. "O doente vai ser transferido para o serviço de medicina intensiva, uma vez que o seu estado requer vigilância permanente", disse o clínico ao JN. "O seu prognóstico inspira cuidados diferenciados", concluiu.
Quanto aos outros dois acidentados, que foram para S. José, fonte do INEM confirmou que estavam ambos conscientes e estáveis. Um dos homens, com cerca de 30 anos, queixava-se de dores nas costas, levando os médicos a suspeitar de um trauma na coluna vertebral. O terceiro, cuja idade se desconhece, é um politraumatizado mais ligeiro e foi para a mesma unidade hospitalar.

Friday, May 18, 2007

Lumiar

Lisboa - Lumiar on Flickr - Photo Sharing!
Lisboa - Lumiar. To take full advantage of Flickr, you should use a JavaScript-enabled browser and install the latest version of the Macromedia Flash Player ...

Portugal-Golf.Info - Paço do Lumiar Course - Costa Prata Golf
Paço do Lumiar - Information on Portugal Golf Courses with details on Academies, Clinics, Events, Green Fees, Packages, Professionals, Accommodation, ...

Junta de Freguesia do Lumiar



Sunday, April 29, 2007

Hospital da Força Aérea

FORÇA AÉREA TEM MAIS HIPÓTESE
Defesa: Reforma da saúde militar
Chefes contra hospital

Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Valença Pinto, já manifestou a sua discordância ao ministro da Defesa
As chefias militares são contra a criação de um único hospital das Forças Armadas e já manifestaram a sua discordância ao ministro da Defesa, Severiano Teixeira. Em causa está a necessidade de garantir a especificidade de cada ramo na área da saúde, que poderá não ser salvaguardada com a integração dos seis hospitais militares existentes no País numa única estrutura, como propõe o relatório encomendado pelo Governo.

O Hospital da Força Aérea, no Lumiar em Lisboa, é considerado o local mais apropriado para a eventual instalação do futuro hospital das Forças Armadas. Segundo apurou o CM, o relatório da reforma da saúde militar indica que a estrutura única de saúde militar deve ser criada nas instalações apetrechadas e modernas, como é o caso do Hospital da Força Aérea, que beneficia ainda de um heliporto. Acresce também que, para alienação, as instalações do Hospital da Marinha, no Campo de Santa Clara, e do Exército, na Estrela (ambos em Lisboa), têm maior valor imobiliário devido à sua localização.

Friday, April 27, 2007

25 de Abril de 1974

O Açoriano Oriental publicou anteontem um artigo descritivo que sintetiza os acontecimentos do 25 de Abril visto não só na perspectiva açoriana, como a leitura revela como que o filme dos acontecimentosO relato é muito completo. Sem dúvida que foi o norte de Lisboa, Lumiar (RTP) e Pontinha (Posto de Comendo das FA) a zona geografica de grande significado naquelas historicas horas, bem proximo do menino de 11 anos que eu era há 33 anos atrás, e eu bem longe que tudo se estava a passar tão perto


Açorianos surpresos e calmos com Revolução de Abril de 1974
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Regional
por Nélia Câmara25/04/2007 09:04:9
Apesar da surpresa e da expectativa, nos Açores, o 25 de Abril e dias subsequentes foram vividos em absoluta calma, não se registando incidentes de qualquer natureza, mas verificou-se interesse pelos acontecimentos de vários sectores da população.Nos três distritos do arquipélago foi extinta a censura e as respectivas instalações a cargo do exército.
O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que existia em Portugal desde 1926, sem grande resistência dos que estavam do lado do Governo, os quais cederam, sem reservas, ao movimento popular que rapidamente apoiou os militares, oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Este levantamento ficou conhecido por 25 de Abril ou "Revolução dos Cravos". No dia 25, o Diário dos Açores, na altura um vespertino, não dá conta dos acontecimentos ocorridos na madrugada e manhã e justifica: "Não publicamos hoje as últimas notícias em virtude de a Emissora nacional não ter transmitido o habitual noticiário.Assim, a mudança política ocorrida no país só tem eco no jornal diário açoriano a 26 de Abril, com grande destaque na primeira página para a criação da Junta de salvação nacional resultante do Movimento das Forças Armadas, que levou o Governo a pedir a sua demissão no conhecido como "Dia da Liberdade".O jornal regista que o dealbar do dia 25 foi para os insulares, como para todos os portugueses "de surpresa e expectativa" face à re-volução ocorrida em Lisboa, contudo "afora uma lacónica informação, a estação oficial silenciou-se durante o resto dia, e fora o Rádio Clube de Angra, que apoiando-se em outras fontes de informação, dava conta dos acontecimentos, "o que fez convergir para aquela estação a atenção constante dos radiouvintes dos Açores".À noite, a rádio pública reabriu e regularmente fazia o ponto da situação do que se vivia na capital, destacando o Movimento das Forças Armadas e o General Spínola, que liderava o Movimento de salvação Nacional, que tinha como objectivos: Garantir a sobrevivência da Nação como pátria soberana no seu todo pluri-continental; Promover, desde já, a consciencialização dos portugueses permitindo plena expressão a todas correntes de opinião, em ordem a assegurar a constituição de associações cívicas que hão-de polarizar tendências e facilitar a livre eleição, por sufrágio directo, de uma assembleia nacional constituinte e consequente eleição do Presidente da República; Garantir a livre expressão do pensamento; abster-se de qualquer atitude política que possa condicionar a liberdade de eleição e a tarefa da futura assembleia constituinte e evitar por todos os meios que outras forças possam interferir no processo que se deseja eminentemente nacional; pautar a sua acção pelas normas elementares da moral e da justiça, assegurando a cada cidadão os direitos fundamentais instituídos em declarações universais e fazer respeitar a paz cívica, limitando o exercício da autoridade à garantia da liberdade dos cidadãos; respei-tar os compromissos internacionais decorrentes dos tratados actuais celebrados.Com a Revolução, as comunicações aéreas entre os Açores e Lisboa foram suspensas, pois na sequência do movimento militar na capital os aeroportos do país foram encerrados.Também no dia 25, a Junta de Salvação Nacional anunciou, em conferência de imprensa, que decorridos 13 anos de luta em terras do Ultramar o sistema político vigente não conseguiu definir concreta e objectivamente uma política ultramarina que conduza à paz entre os portugueses de todas as raças e credos, e que a substituição do sistema político tem ser feito "sem convulsões internas e assente no bem estar da Nação.Para justificar a Revolução, o General Spínola referia que o "Movimento das Forças Armadas" conseguiu interpretar "as aspirações e interesses da esmagadora maioria do povo português e que a sua acção se justifica plenamente em nome da salvação da Pátria, fazendo uso fazendo uso da força que lhe é concedida pela Nação, através dos seus soldados, e proclama e compromete-se" a garantir um pacote de medidas, entre os quais a amnistia para vários presos políticos, salvo os culpados de delito comum; a abolição da censura e exame prévio.Com a amnistia, um dia depois anunciou o seu regresso a Portugal Mário Soares, que se encontrava em Paris há 4 anos, e no dia 28 já estava no terreiro do Paço perante uma enorme multidão. Dias mais tarde chega também ao país o exilado Medeiros Ferreira, bem conhecido de todos pelos cargos políticos que ocupou no pós-25 de Abril e executado à Assembleia da República pelo círculo dos Açores.De acordo com informação dispersa em vários sites e no Diário dos Açores fica-se a saber como tudo começou. Assim, a 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.Às 22h55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, que foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que despoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.O segundo sinal foi dado às 00h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena", de José Afonso, na Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. Às 3h00, foram ocupados os estúdios da RTP, no Lumiar, da Emissora Nacional, no Quelhas, do Rádio Clube Português, em Sampaio Pina, além de outros pontos vitais.Pelas 4h20, o Rádio Clube Português é transformado em posto de comando e transmite o primeiro comunicado do Movimento, às 4h45 repete recomendações de prudência às forças militarizadas e apela para que todos os elementos regressem aos seus quartéis, e às 5h15 é emitido mais um comunicado que renova os apelos e pela primeira vez discrima as forças militarizadas e outros como forças opositoras ao regime: GNR, PSP, DGS e LP.Ao principio da manhã, 4 tanques M-47 e 5 camiões com tropas estacionam na Calçada da Ajuda, ao que mais tarde se junta Forças vindas da Escola prática de Vendas Novas, mas que se instalam no morro do Monumento a Cristo Rei.Só às 7h30 é que é divulgada uma nota em que refere que as Forças Armadas desencadearam de madrugada uma série de acções com vista à libertação do país do regime que há longo tempo o domina e que responderá implacavelmente a qualquer oposição. Pelas 13h00, o Movimento informa as famílias dos militares que estes estão bem e os fuzileiros atacam a sede da DGS e libertam alguns presos políticos.Só às 19h20, o Prof. Marcelo Caetano e membros do seu Go-verno saíram do Quartel do Carmo, numa viatura blindada, logo seguida de um automóvel que transportava o General Spínola, e às 19h45 um Comunicado dá conta de que o Prof. Marcelo havia apresentado a sua rendição incondicional, enquanto Américo Tomás e alguns ex-ministros continuam refugiados em dois aquartelamentos.Pelas 20h00, uma rajada de metralhadora disparada de uma das varandas do edifício principal da DGS atinge 4 pessoas e fere dezenas de pessoas. Assim, a revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.Nos Açores, o 25 de Abril foi vivido em absoluta calma, não se registando incidentes de qualquer natureza, mas verificou-se interesse pelos acontecimentos de vários sectores da população.Nos três distritos do arquipélago foram extintas as comissões distritais da ANP, bem como a suspensão das actividades de exame prévio (censura) da MP, tendo ficado as respectivas instalações a cargo do exército.

Saturday, April 21, 2007

Perigosa Alameda

Nos dois primeiros meses deste ano morreram mais sete pessoas nas estradas portuguesas que em igual período do ano passado. Lisboa foi o distrito onde se verificou um maior aumento da sinistralidade mortal. Entre Janeiro e Fevereiro registaram-se mais 12 vítimas mortais do que em 2006. De acordo com dados da Direcção-geral de Viação (DGV) a que o DN teve acesso, a Alameda das Linhas de Torres, ao Lumiar, é a artéria mais perigosa da capital. Só no primeiro trimestre deste ano já ocorreram oito atropelamentos. Ou seja, quase metade dos registados durante todo o ano de 2006 (17). Como é que possível dados destes tendo estado a Alameda nos ultimos tempos com utilização parcial com obras de melhoramento, que se estenderam por um ano, tendo estado inclusivé paradas por falta de pagamento das entidades adjudicadoras.Quando se começa a responsabilizar a Camara Municipal de Lisboa por acidentes derivados de má sinalização provisória por motivo de obras? Ora, no ranking das cinco vias lisboetas com maior número de atropelamentos encontra-se a Alameda das Linhas de Torres, com oito vítimas, conforme noticia a Diario de Notícias de hoje. Em segundo está a Avenida Almirante Reis com sete pessoas atropeladas, ou seja o dobro que o registado no ano passado (14). Seguem-se as avenidas Professor Egas Moniz, com quatro atropelamentos, da Ponte 25 de Abril e a Estrada de Benfica, ambas com três atropelamentos. Segundo os dados da Direcção-geral de Viação, o índice de gravidade dos acidentes no distrito de Lisboa aumentou de 0,7 (em 2006) para 2,0 (2007). De acordo com a Brigada de Trânsito GNR, o aumento do índice de gravidade explica a razão pela qual o número de feridos e de acidentes tem vindo a diminuir mas não a mortalidade nas estradas portuguesas. Os acidentes rodoviários são cada vez mais violentos, sublinham as autoridades.

Friday, April 13, 2007

Praça no Insuflável

Comerciantes do mercado do Lumiar transferidos para tenda insuflávelOs comerciantes do mercado do Lumiar, em Lisboa, foram transferidos temporariamente para um pavilhão insuflável devido à construção do viaduto do Eixo Norte/Sul, que consideram ter melhores condições que a antiga praça, já degradada Imprimir Enviar por mail
Situado entre o mercado do Lumiar e a Avenida Padre Cruz, o pavilhão insuflável acolherá até Agosto os comerciantes por questões de segurança devido à construção do viaduto, disse à agência Lusa o vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro dos Mercados Municipais, Paulo Moreira, durante uma visita ao local.
O viaduto, obra a cargo das Estradas de Portugal (EP), passa por cima do mercado do Lumiar e existia o risco de poder ocorrer algum acidente durante as obras, explicou o autarca.
Paulo Moreira adiantou que, de início, os comerciantes mostraram alguma resistência por irem instalar-se numa tenda, o que aconteceu no dia 02, mas garantiu que agora estão satisfeitos.
«No início houve muitas queixas, mas agora estão a gostar porque estão muito bem instalados», disse o autarca, salientando que a área da tenda é idêntica à do mercado, mas tem «melhores condições».
Proprietária de uma pequena loja de artigos de louça no interior do mercado, Maria Fernanda disse à Lusa estar contente no novo espaço.
«Ao princípio estava um bocadinho preocupada, mas agora estou satisfeita», adiantou a comerciante, acrescentando que a clientela se manteve.
Segundo Maria Fernanda, os clientes gostam do novo espaço, que tem «melhores condições e mais higiene» que o antigo mercado.
Esta opinião é partilhada por Sandra, que tem uma bancada de peixe: «Está a correr tudo bem, estamos a gostar. O frio é que é pior», sublinhou.
No mercado do Lumiar há 33 anos, Maria de Lurdes queixa-se que o negócio está fraco, atribuindo esta situação à pouca divulgação do mercado, aos maus acessos ao pavilhão e à falta de estacionamento.
«Não estamos a vender praticamente nada. É preciso tempo de adaptação para que os clientes venham conhecer o mercado», justificou, adiantando que está «a sentir a falta das pessoas».
«Há arestas a limar que são os acessos para as traseiras do mercado e o estacionamento», afirmou a comerciante, sublinhando que «as grandes superfícies têm todas as condições e os clientes não se sujeitam a estes pequenos sacrifícios».
Maria de Lurdes defendeu ainda que tinha ficado mais barato à Câmara de Lisboa fazer um mercado de raiz com mais condições do que estar a ter gastos com uma solução provisória.
O vereador explicou que o custo das instalações provisórias é suportado pela empresa que está a construir o viaduto, através de um protocolo assinado entre a autarquia e a Estradas de Portugal.
Paulo Moreira avançou ainda que está a ser estudada a possibilidade do mercado do Lumiar permanecer naquela infra-estrutura, através da colocação de um telhado.
Confrontados com o anúncio do vereador, os comerciantes manifestaram-se satisfeitos, afirmando que o espaço é mais arejado.
«Se calhar até era melhor ficarmos aqui, se houvesse mais luz e outro telhado», disse à Lusa, Maria Celeste, que tem uma banca no mercado há 25 anos.
Cliente do mercado há 24 anos, Maria da Conceição disse que gostava que o mercado permanecesse ali.
«O antigo mercado estava muito sujo e muito escuro. Este tem outra higiene. As bancadas não tinham condições. Este é mais limpo e mais arejado», justificou.
Presente na visita, o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Nuno Roque, considerou esta solução «positiva».
«Seria uma boa solução, porque o antigo mercado fica mesmo debaixo do viaduto», disse o presidente da junta de freguesia do Lumiar, adiantando que o único problema no local é a falta de estacionamento.
O vereador defendeu ainda que é preciso atrair mais pessoas aos mercados, anunciando que a autarquia está a ponderar abrir alguns mercados durante todo o dia para ganhar novos clientes.
«Os mercados têm tudo para atrair clientes: são mais baratos e os produtos são mais frescos e mais baratos», sublinhou o autarca.
Paulo Moreira escusou-se a avançar quais os mercados onde será implementado o novo horário, explicando que primeiro tem de falar com os comerciantes.
Lusa/SOL

Piscina da Ameixoeira

A Piscina Municipal da Ameixoeira já está no Google Earth.
Ora veja em :
http://bbs.keyhole.com/ubb/showflat.php/Cat/0/Number/857181/an/0/page/0

Wednesday, February 07, 2007

DGV contesta «armadilhas» no Eixo Norte/Sul

in "Portugal Diário"
2007/02/07 | 12:58
Traçado perigoso motiva queixa-crime na Procuradoria Geral da República
MAIS:
Queixa-crime por falhas graves no Eixo Norte-Sul
Acidentes: de quem é a culpa?
Curvas perigosas que causam acidentes no Eixo Norte-Sul, Lisboa, é um dos argumentos do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) na queixa-crime que apresenta esta quarta-feira na Procuradoria-Geral da República, já contestado pela Direcção-Geral de Viação, refere a Lusa.

Um dos pontos «negros» identificados pelo Observatório de Segurança e das Cidades no Eixo Norte-Sul está no trecho imediatamente antes do Aqueduto das Águas Livres, onde uma sucessão de lombas esconde uma curva apertada.

Para o presidente do OSEC, o engenheiro Francisco Salpico, este troço é «uma armadilha» para milhares de carros passam todos os dias por ali a caminho da Ponte 25 de Abril ou Alcântara.

De acordo com o Observatório, são registados quase 300 acidentes por dia no Eixo Norte-Sul.

«Traçados revistos e curvas corrigidas» são as recomendações do OSEC, que critica a «inacção dos responsáveis que insistem em manter as condições de perigo para os utentes da estrada».

O Observatório tinha previsto entregar igualmente uma queixa-crime em relação ao traçado da Auto-Estrada do Oeste (A8), mas essa diligência atrasou-se «por necessidade de confirmar valores de algumas curvas» da via, explicou o presidente do organismo.

Segundo o responsável, na origem das queixas está um estudo de 2005 que identificou algumas vias com traçados perigosos, com curvas que violam as regras de segurança, entre elas o Eixo Norte/Sul, a A8 (Lisboa/Leiria) e o Itinerário Principal 4 (Porto/Bragança).

No entanto, a Direcção-Geral de Viação (DGV) disse que «não estão identificados nestas vias troços perigosos».

Os dados da sinistralidade disponibilizados pela DGV apontam para um total de 412 acidentes com vítimas no Eixo Norte-Sul nos últimos seis anos, dos quais resultaram oito mortos, 37 feridos graves e 537 feridos ligeiros.

Quanto à A8, os registos oficiais apontam para 858 acidentes com vítimas desde 2000, que provocaram 39 mortos, 95 feridos graves e 1202 feridos ligeiros

Monday, January 29, 2007

Adoro notícias do Metropolitano

Conta-se que a linha vermelha depois do Aeroporto, segue para o Lumiar.
Metro: Obras prolongamento Linha Vermelha começam esta semana
in Diário Digital

As obras de prolongamento da Linha Vermelha do metro até ao aeroporto da Portela começam esta semana, após ter sido recusada a providência cautelar contra o metro interposta por um dos concorrentes à obra, anunciou esta segunda-feira a empresa.

Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa adiantou que a empreitada, que consiste na execução dos toscos entre a estação do Oriente e a futura estação do Aeroporto da Linha Vermelha, foi adjudicada ao consórcio constituído pelas empresas MSF, OPCA, Edifer, Sopol e Alves Ribeiro.

«O Conselho de Gerência [do Metropolitano de Lisboa] regista que a presente deliberação só agora pode ser tomada, uma vez que apenas na passada sexta-feira, dia 26 de Janeiro, foi indeferida, por decisão judicial, a providência cautelar que suspendeu a tramitação do presente procedimento concursal», refere a empresa em comunicado.

O Metropolitano de Lisboa refere que os trabalhos terão início até à próxima sexta-feira.

A providência cautelar foi interposta pelo segundo classificado no concurso, o consórcio liderado pela Zagope, que contestava a qualificação técnica do consórcio classificado em primeiro lugar no concurso, liderado pela MSF.

No processo, o Metropolitano de Lisboa invocou o reconhecimento do interesse público, tendo em conta o risco de se perderem os fundos comunitários assegurados para a obra.

Em causa estava uma verba que corresponde a 85% do investimento, garantido pelos fundos de coesão, e que, segundo o anterior presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, ficariam em risco se a adjudicação não acontecesse até ao início de Dezembro.

Três agrupamentos de empresas entregaram, a 16 de Agosto, propostas para o concurso de prolongamento da Linha Vermelha do metro, uma obra (escavações e betão) que tinha como preço base 120 milhões de euros.

O consórcio vencedor apresentou uma proposta no valor global de 107,461 milhões de euros (69,6 milhões para os troços e 37,45 milhões para as três estações previstas - Moscavide, Encarnação e Aeroporto), para um prazo de execução de 32 meses.

O consórcio constituído pela Zagope, Construtora do Tâmega, Soares da Costa, Teixeira Duarte e Somague apresentou uma proposta com duas variantes, uma com prazo de 32 meses, no valor global de 135,315 milhões de euros, e outra para 31 meses, de 144,6 milhões de euros.

A terceira concorrente, formada pelos grupos espanhóis Companhia de Obras Castillejos e Acciona e pelo português Lena, que apresentou uma proposta de 119 milhões de euros para um prazo de 32 meses, foi desclassificada por não apresentar os rácios económicos exigidos no caderno de encargos.

O recurso que apresentou foi indeferido pelo Metropolitano.

O consórcio liderado pela Zagope apresentou igualmente um recurso, questionando a qualificação técnica do consórcio colocado em primeiro lugar, e acabou por interpor uma providência cautelar, depois de conhecido o projecto de relatório da comissão de avaliação, presidida por António Alves Baptista, o que veio suspender o processo.

Depois deste concurso, o Metropolitano de Lisboa prevê lançar um outro, no final de 2007, para os acabamentos das estações, na ordem dos 80 milhões de euros.

Diário Digital / Lusa

29-01-2007 19:48:00

Tuesday, January 16, 2007

Abre Quinta dos Lilazes

Antigamente aquele espaço que se chamou Parque 5 de Abril, após ter sido ocupado por populares da Musgueira Sul naquela data que lhe deu um novel nome, em 1975. Ou terá sido em 1976?
Lembro-me que assiti ali a uma acção de campanha para as presidenciais com a presença de Ramalho Eanes. Houve até uma contramanifestação de apoiantes do outro candidato da extrema esquerda, que era o Otelo Saraiva de Carvalho.
Eu fui filmado pela RTP a preto e branco ostentando uma camisa com desenhos de galinhas com o respectivo nome científico estampado.

Vamos à actualidade:
não sabia que ainda faltava abrir mais uma parte daquele espaço que sempre foi da Quinta das Conchas e dos Lilazes.
Leia-se a peça de Susana Leitão do Diário de Notícias:


Terceiro maior espaço verde de Lisboa reabre ao público após um ano em obras

Após um ano em obras, a Quinta dos Lilazes, à Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, reabriu ontem transformando-se, em conjunto com a contígua Quinta das Conchas, no terceiro maior espaço verde da capital com 26 hectares, logo a seguir a Monsanto e ao Parque da Bela Vista (em Chelas). Ainda assim a população queixa-se da falta de segurança naquele espaço, da água "imunda" do lago e da única casa de banho disponível.

"A água está parada", diz ao DN José Vicente, morador na freguesia do Lumiar e frequentador da quinta. E garante que "vai acontecer o que aconteceu na Quinta das Conchas. No Verão fomos invadidos por uma praga de melgas por causa das águas paradas do lago". Mas a sua preocupação maior vai para a falta de segurança do parque. "Há muitos assaltos", salienta. Já Carlos Carneiro, outro utente, denuncia a falta de casas de banho: "Só existe uma, à entrada dos dois parques, o que é muito pouco."

António Prôa, vereador do Ambiente e Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, garante que a segurança do parque será garantida pela patrulha da Guarda Florestal (dois agentes), também responsável pela vigilância permanente da Quinta das Conchas.

No que respeita aos sanitários, o autarca garantiu que estes existem, mas sublinhou que só serão abertos quando estiver resolvida a questão da sua manutenção (uma das hipóteses é "entregá-los" a quem quiser gerir ali um estabelecimento comercial). "A instalação de um bar ou café neste espaço iria contribuir em muito para uma maior segurança da quinta", sublinhou António Prôa.

O vereador explicou que as obras foram realizadas com a preocupação de "manter as características de jardim romântico" daquele espaço, recuperando os caminhos, os lagos e a vegetação. O lago foi impermeabilizado, mantendo-se as "ilhas" que reproduzem a forma do arquipélago de São Tomé e Príncipe. No edifício da Quinta dos Lilazes funciona a Academia Portuguesa de História, estando previsto que a Academia de Engenharia e a associação "Amigos de Lisboa" se mudem para o local.

Para Carmona Rodrigues, presidente da autarquia, este é "um projecto muito bem conseguido".