Monday, January 29, 2007

Adoro notícias do Metropolitano

Conta-se que a linha vermelha depois do Aeroporto, segue para o Lumiar.
Metro: Obras prolongamento Linha Vermelha começam esta semana
in Diário Digital

As obras de prolongamento da Linha Vermelha do metro até ao aeroporto da Portela começam esta semana, após ter sido recusada a providência cautelar contra o metro interposta por um dos concorrentes à obra, anunciou esta segunda-feira a empresa.

Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa adiantou que a empreitada, que consiste na execução dos toscos entre a estação do Oriente e a futura estação do Aeroporto da Linha Vermelha, foi adjudicada ao consórcio constituído pelas empresas MSF, OPCA, Edifer, Sopol e Alves Ribeiro.

«O Conselho de Gerência [do Metropolitano de Lisboa] regista que a presente deliberação só agora pode ser tomada, uma vez que apenas na passada sexta-feira, dia 26 de Janeiro, foi indeferida, por decisão judicial, a providência cautelar que suspendeu a tramitação do presente procedimento concursal», refere a empresa em comunicado.

O Metropolitano de Lisboa refere que os trabalhos terão início até à próxima sexta-feira.

A providência cautelar foi interposta pelo segundo classificado no concurso, o consórcio liderado pela Zagope, que contestava a qualificação técnica do consórcio classificado em primeiro lugar no concurso, liderado pela MSF.

No processo, o Metropolitano de Lisboa invocou o reconhecimento do interesse público, tendo em conta o risco de se perderem os fundos comunitários assegurados para a obra.

Em causa estava uma verba que corresponde a 85% do investimento, garantido pelos fundos de coesão, e que, segundo o anterior presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, ficariam em risco se a adjudicação não acontecesse até ao início de Dezembro.

Três agrupamentos de empresas entregaram, a 16 de Agosto, propostas para o concurso de prolongamento da Linha Vermelha do metro, uma obra (escavações e betão) que tinha como preço base 120 milhões de euros.

O consórcio vencedor apresentou uma proposta no valor global de 107,461 milhões de euros (69,6 milhões para os troços e 37,45 milhões para as três estações previstas - Moscavide, Encarnação e Aeroporto), para um prazo de execução de 32 meses.

O consórcio constituído pela Zagope, Construtora do Tâmega, Soares da Costa, Teixeira Duarte e Somague apresentou uma proposta com duas variantes, uma com prazo de 32 meses, no valor global de 135,315 milhões de euros, e outra para 31 meses, de 144,6 milhões de euros.

A terceira concorrente, formada pelos grupos espanhóis Companhia de Obras Castillejos e Acciona e pelo português Lena, que apresentou uma proposta de 119 milhões de euros para um prazo de 32 meses, foi desclassificada por não apresentar os rácios económicos exigidos no caderno de encargos.

O recurso que apresentou foi indeferido pelo Metropolitano.

O consórcio liderado pela Zagope apresentou igualmente um recurso, questionando a qualificação técnica do consórcio colocado em primeiro lugar, e acabou por interpor uma providência cautelar, depois de conhecido o projecto de relatório da comissão de avaliação, presidida por António Alves Baptista, o que veio suspender o processo.

Depois deste concurso, o Metropolitano de Lisboa prevê lançar um outro, no final de 2007, para os acabamentos das estações, na ordem dos 80 milhões de euros.

Diário Digital / Lusa

29-01-2007 19:48:00

Tuesday, January 16, 2007

Abre Quinta dos Lilazes

Antigamente aquele espaço que se chamou Parque 5 de Abril, após ter sido ocupado por populares da Musgueira Sul naquela data que lhe deu um novel nome, em 1975. Ou terá sido em 1976?
Lembro-me que assiti ali a uma acção de campanha para as presidenciais com a presença de Ramalho Eanes. Houve até uma contramanifestação de apoiantes do outro candidato da extrema esquerda, que era o Otelo Saraiva de Carvalho.
Eu fui filmado pela RTP a preto e branco ostentando uma camisa com desenhos de galinhas com o respectivo nome científico estampado.

Vamos à actualidade:
não sabia que ainda faltava abrir mais uma parte daquele espaço que sempre foi da Quinta das Conchas e dos Lilazes.
Leia-se a peça de Susana Leitão do Diário de Notícias:


Terceiro maior espaço verde de Lisboa reabre ao público após um ano em obras

Após um ano em obras, a Quinta dos Lilazes, à Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, reabriu ontem transformando-se, em conjunto com a contígua Quinta das Conchas, no terceiro maior espaço verde da capital com 26 hectares, logo a seguir a Monsanto e ao Parque da Bela Vista (em Chelas). Ainda assim a população queixa-se da falta de segurança naquele espaço, da água "imunda" do lago e da única casa de banho disponível.

"A água está parada", diz ao DN José Vicente, morador na freguesia do Lumiar e frequentador da quinta. E garante que "vai acontecer o que aconteceu na Quinta das Conchas. No Verão fomos invadidos por uma praga de melgas por causa das águas paradas do lago". Mas a sua preocupação maior vai para a falta de segurança do parque. "Há muitos assaltos", salienta. Já Carlos Carneiro, outro utente, denuncia a falta de casas de banho: "Só existe uma, à entrada dos dois parques, o que é muito pouco."

António Prôa, vereador do Ambiente e Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, garante que a segurança do parque será garantida pela patrulha da Guarda Florestal (dois agentes), também responsável pela vigilância permanente da Quinta das Conchas.

No que respeita aos sanitários, o autarca garantiu que estes existem, mas sublinhou que só serão abertos quando estiver resolvida a questão da sua manutenção (uma das hipóteses é "entregá-los" a quem quiser gerir ali um estabelecimento comercial). "A instalação de um bar ou café neste espaço iria contribuir em muito para uma maior segurança da quinta", sublinhou António Prôa.

O vereador explicou que as obras foram realizadas com a preocupação de "manter as características de jardim romântico" daquele espaço, recuperando os caminhos, os lagos e a vegetação. O lago foi impermeabilizado, mantendo-se as "ilhas" que reproduzem a forma do arquipélago de São Tomé e Príncipe. No edifício da Quinta dos Lilazes funciona a Academia Portuguesa de História, estando previsto que a Academia de Engenharia e a associação "Amigos de Lisboa" se mudem para o local.

Para Carmona Rodrigues, presidente da autarquia, este é "um projecto muito bem conseguido".