Sunday, April 29, 2007

Hospital da Força Aérea

FORÇA AÉREA TEM MAIS HIPÓTESE
Defesa: Reforma da saúde militar
Chefes contra hospital

Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Valença Pinto, já manifestou a sua discordância ao ministro da Defesa
As chefias militares são contra a criação de um único hospital das Forças Armadas e já manifestaram a sua discordância ao ministro da Defesa, Severiano Teixeira. Em causa está a necessidade de garantir a especificidade de cada ramo na área da saúde, que poderá não ser salvaguardada com a integração dos seis hospitais militares existentes no País numa única estrutura, como propõe o relatório encomendado pelo Governo.

O Hospital da Força Aérea, no Lumiar em Lisboa, é considerado o local mais apropriado para a eventual instalação do futuro hospital das Forças Armadas. Segundo apurou o CM, o relatório da reforma da saúde militar indica que a estrutura única de saúde militar deve ser criada nas instalações apetrechadas e modernas, como é o caso do Hospital da Força Aérea, que beneficia ainda de um heliporto. Acresce também que, para alienação, as instalações do Hospital da Marinha, no Campo de Santa Clara, e do Exército, na Estrela (ambos em Lisboa), têm maior valor imobiliário devido à sua localização.

Friday, April 27, 2007

25 de Abril de 1974

O Açoriano Oriental publicou anteontem um artigo descritivo que sintetiza os acontecimentos do 25 de Abril visto não só na perspectiva açoriana, como a leitura revela como que o filme dos acontecimentosO relato é muito completo. Sem dúvida que foi o norte de Lisboa, Lumiar (RTP) e Pontinha (Posto de Comendo das FA) a zona geografica de grande significado naquelas historicas horas, bem proximo do menino de 11 anos que eu era há 33 anos atrás, e eu bem longe que tudo se estava a passar tão perto


Açorianos surpresos e calmos com Revolução de Abril de 1974
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Regional
por Nélia Câmara25/04/2007 09:04:9
Apesar da surpresa e da expectativa, nos Açores, o 25 de Abril e dias subsequentes foram vividos em absoluta calma, não se registando incidentes de qualquer natureza, mas verificou-se interesse pelos acontecimentos de vários sectores da população.Nos três distritos do arquipélago foi extinta a censura e as respectivas instalações a cargo do exército.
O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que existia em Portugal desde 1926, sem grande resistência dos que estavam do lado do Governo, os quais cederam, sem reservas, ao movimento popular que rapidamente apoiou os militares, oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Este levantamento ficou conhecido por 25 de Abril ou "Revolução dos Cravos". No dia 25, o Diário dos Açores, na altura um vespertino, não dá conta dos acontecimentos ocorridos na madrugada e manhã e justifica: "Não publicamos hoje as últimas notícias em virtude de a Emissora nacional não ter transmitido o habitual noticiário.Assim, a mudança política ocorrida no país só tem eco no jornal diário açoriano a 26 de Abril, com grande destaque na primeira página para a criação da Junta de salvação nacional resultante do Movimento das Forças Armadas, que levou o Governo a pedir a sua demissão no conhecido como "Dia da Liberdade".O jornal regista que o dealbar do dia 25 foi para os insulares, como para todos os portugueses "de surpresa e expectativa" face à re-volução ocorrida em Lisboa, contudo "afora uma lacónica informação, a estação oficial silenciou-se durante o resto dia, e fora o Rádio Clube de Angra, que apoiando-se em outras fontes de informação, dava conta dos acontecimentos, "o que fez convergir para aquela estação a atenção constante dos radiouvintes dos Açores".À noite, a rádio pública reabriu e regularmente fazia o ponto da situação do que se vivia na capital, destacando o Movimento das Forças Armadas e o General Spínola, que liderava o Movimento de salvação Nacional, que tinha como objectivos: Garantir a sobrevivência da Nação como pátria soberana no seu todo pluri-continental; Promover, desde já, a consciencialização dos portugueses permitindo plena expressão a todas correntes de opinião, em ordem a assegurar a constituição de associações cívicas que hão-de polarizar tendências e facilitar a livre eleição, por sufrágio directo, de uma assembleia nacional constituinte e consequente eleição do Presidente da República; Garantir a livre expressão do pensamento; abster-se de qualquer atitude política que possa condicionar a liberdade de eleição e a tarefa da futura assembleia constituinte e evitar por todos os meios que outras forças possam interferir no processo que se deseja eminentemente nacional; pautar a sua acção pelas normas elementares da moral e da justiça, assegurando a cada cidadão os direitos fundamentais instituídos em declarações universais e fazer respeitar a paz cívica, limitando o exercício da autoridade à garantia da liberdade dos cidadãos; respei-tar os compromissos internacionais decorrentes dos tratados actuais celebrados.Com a Revolução, as comunicações aéreas entre os Açores e Lisboa foram suspensas, pois na sequência do movimento militar na capital os aeroportos do país foram encerrados.Também no dia 25, a Junta de Salvação Nacional anunciou, em conferência de imprensa, que decorridos 13 anos de luta em terras do Ultramar o sistema político vigente não conseguiu definir concreta e objectivamente uma política ultramarina que conduza à paz entre os portugueses de todas as raças e credos, e que a substituição do sistema político tem ser feito "sem convulsões internas e assente no bem estar da Nação.Para justificar a Revolução, o General Spínola referia que o "Movimento das Forças Armadas" conseguiu interpretar "as aspirações e interesses da esmagadora maioria do povo português e que a sua acção se justifica plenamente em nome da salvação da Pátria, fazendo uso fazendo uso da força que lhe é concedida pela Nação, através dos seus soldados, e proclama e compromete-se" a garantir um pacote de medidas, entre os quais a amnistia para vários presos políticos, salvo os culpados de delito comum; a abolição da censura e exame prévio.Com a amnistia, um dia depois anunciou o seu regresso a Portugal Mário Soares, que se encontrava em Paris há 4 anos, e no dia 28 já estava no terreiro do Paço perante uma enorme multidão. Dias mais tarde chega também ao país o exilado Medeiros Ferreira, bem conhecido de todos pelos cargos políticos que ocupou no pós-25 de Abril e executado à Assembleia da República pelo círculo dos Açores.De acordo com informação dispersa em vários sites e no Diário dos Açores fica-se a saber como tudo começou. Assim, a 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.Às 22h55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, que foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que despoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.O segundo sinal foi dado às 00h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena", de José Afonso, na Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. Às 3h00, foram ocupados os estúdios da RTP, no Lumiar, da Emissora Nacional, no Quelhas, do Rádio Clube Português, em Sampaio Pina, além de outros pontos vitais.Pelas 4h20, o Rádio Clube Português é transformado em posto de comando e transmite o primeiro comunicado do Movimento, às 4h45 repete recomendações de prudência às forças militarizadas e apela para que todos os elementos regressem aos seus quartéis, e às 5h15 é emitido mais um comunicado que renova os apelos e pela primeira vez discrima as forças militarizadas e outros como forças opositoras ao regime: GNR, PSP, DGS e LP.Ao principio da manhã, 4 tanques M-47 e 5 camiões com tropas estacionam na Calçada da Ajuda, ao que mais tarde se junta Forças vindas da Escola prática de Vendas Novas, mas que se instalam no morro do Monumento a Cristo Rei.Só às 7h30 é que é divulgada uma nota em que refere que as Forças Armadas desencadearam de madrugada uma série de acções com vista à libertação do país do regime que há longo tempo o domina e que responderá implacavelmente a qualquer oposição. Pelas 13h00, o Movimento informa as famílias dos militares que estes estão bem e os fuzileiros atacam a sede da DGS e libertam alguns presos políticos.Só às 19h20, o Prof. Marcelo Caetano e membros do seu Go-verno saíram do Quartel do Carmo, numa viatura blindada, logo seguida de um automóvel que transportava o General Spínola, e às 19h45 um Comunicado dá conta de que o Prof. Marcelo havia apresentado a sua rendição incondicional, enquanto Américo Tomás e alguns ex-ministros continuam refugiados em dois aquartelamentos.Pelas 20h00, uma rajada de metralhadora disparada de uma das varandas do edifício principal da DGS atinge 4 pessoas e fere dezenas de pessoas. Assim, a revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.Nos Açores, o 25 de Abril foi vivido em absoluta calma, não se registando incidentes de qualquer natureza, mas verificou-se interesse pelos acontecimentos de vários sectores da população.Nos três distritos do arquipélago foram extintas as comissões distritais da ANP, bem como a suspensão das actividades de exame prévio (censura) da MP, tendo ficado as respectivas instalações a cargo do exército.

Saturday, April 21, 2007

Perigosa Alameda

Nos dois primeiros meses deste ano morreram mais sete pessoas nas estradas portuguesas que em igual período do ano passado. Lisboa foi o distrito onde se verificou um maior aumento da sinistralidade mortal. Entre Janeiro e Fevereiro registaram-se mais 12 vítimas mortais do que em 2006. De acordo com dados da Direcção-geral de Viação (DGV) a que o DN teve acesso, a Alameda das Linhas de Torres, ao Lumiar, é a artéria mais perigosa da capital. Só no primeiro trimestre deste ano já ocorreram oito atropelamentos. Ou seja, quase metade dos registados durante todo o ano de 2006 (17). Como é que possível dados destes tendo estado a Alameda nos ultimos tempos com utilização parcial com obras de melhoramento, que se estenderam por um ano, tendo estado inclusivé paradas por falta de pagamento das entidades adjudicadoras.Quando se começa a responsabilizar a Camara Municipal de Lisboa por acidentes derivados de má sinalização provisória por motivo de obras? Ora, no ranking das cinco vias lisboetas com maior número de atropelamentos encontra-se a Alameda das Linhas de Torres, com oito vítimas, conforme noticia a Diario de Notícias de hoje. Em segundo está a Avenida Almirante Reis com sete pessoas atropeladas, ou seja o dobro que o registado no ano passado (14). Seguem-se as avenidas Professor Egas Moniz, com quatro atropelamentos, da Ponte 25 de Abril e a Estrada de Benfica, ambas com três atropelamentos. Segundo os dados da Direcção-geral de Viação, o índice de gravidade dos acidentes no distrito de Lisboa aumentou de 0,7 (em 2006) para 2,0 (2007). De acordo com a Brigada de Trânsito GNR, o aumento do índice de gravidade explica a razão pela qual o número de feridos e de acidentes tem vindo a diminuir mas não a mortalidade nas estradas portuguesas. Os acidentes rodoviários são cada vez mais violentos, sublinham as autoridades.

Friday, April 13, 2007

Praça no Insuflável

Comerciantes do mercado do Lumiar transferidos para tenda insuflávelOs comerciantes do mercado do Lumiar, em Lisboa, foram transferidos temporariamente para um pavilhão insuflável devido à construção do viaduto do Eixo Norte/Sul, que consideram ter melhores condições que a antiga praça, já degradada Imprimir Enviar por mail
Situado entre o mercado do Lumiar e a Avenida Padre Cruz, o pavilhão insuflável acolherá até Agosto os comerciantes por questões de segurança devido à construção do viaduto, disse à agência Lusa o vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro dos Mercados Municipais, Paulo Moreira, durante uma visita ao local.
O viaduto, obra a cargo das Estradas de Portugal (EP), passa por cima do mercado do Lumiar e existia o risco de poder ocorrer algum acidente durante as obras, explicou o autarca.
Paulo Moreira adiantou que, de início, os comerciantes mostraram alguma resistência por irem instalar-se numa tenda, o que aconteceu no dia 02, mas garantiu que agora estão satisfeitos.
«No início houve muitas queixas, mas agora estão a gostar porque estão muito bem instalados», disse o autarca, salientando que a área da tenda é idêntica à do mercado, mas tem «melhores condições».
Proprietária de uma pequena loja de artigos de louça no interior do mercado, Maria Fernanda disse à Lusa estar contente no novo espaço.
«Ao princípio estava um bocadinho preocupada, mas agora estou satisfeita», adiantou a comerciante, acrescentando que a clientela se manteve.
Segundo Maria Fernanda, os clientes gostam do novo espaço, que tem «melhores condições e mais higiene» que o antigo mercado.
Esta opinião é partilhada por Sandra, que tem uma bancada de peixe: «Está a correr tudo bem, estamos a gostar. O frio é que é pior», sublinhou.
No mercado do Lumiar há 33 anos, Maria de Lurdes queixa-se que o negócio está fraco, atribuindo esta situação à pouca divulgação do mercado, aos maus acessos ao pavilhão e à falta de estacionamento.
«Não estamos a vender praticamente nada. É preciso tempo de adaptação para que os clientes venham conhecer o mercado», justificou, adiantando que está «a sentir a falta das pessoas».
«Há arestas a limar que são os acessos para as traseiras do mercado e o estacionamento», afirmou a comerciante, sublinhando que «as grandes superfícies têm todas as condições e os clientes não se sujeitam a estes pequenos sacrifícios».
Maria de Lurdes defendeu ainda que tinha ficado mais barato à Câmara de Lisboa fazer um mercado de raiz com mais condições do que estar a ter gastos com uma solução provisória.
O vereador explicou que o custo das instalações provisórias é suportado pela empresa que está a construir o viaduto, através de um protocolo assinado entre a autarquia e a Estradas de Portugal.
Paulo Moreira avançou ainda que está a ser estudada a possibilidade do mercado do Lumiar permanecer naquela infra-estrutura, através da colocação de um telhado.
Confrontados com o anúncio do vereador, os comerciantes manifestaram-se satisfeitos, afirmando que o espaço é mais arejado.
«Se calhar até era melhor ficarmos aqui, se houvesse mais luz e outro telhado», disse à Lusa, Maria Celeste, que tem uma banca no mercado há 25 anos.
Cliente do mercado há 24 anos, Maria da Conceição disse que gostava que o mercado permanecesse ali.
«O antigo mercado estava muito sujo e muito escuro. Este tem outra higiene. As bancadas não tinham condições. Este é mais limpo e mais arejado», justificou.
Presente na visita, o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Nuno Roque, considerou esta solução «positiva».
«Seria uma boa solução, porque o antigo mercado fica mesmo debaixo do viaduto», disse o presidente da junta de freguesia do Lumiar, adiantando que o único problema no local é a falta de estacionamento.
O vereador defendeu ainda que é preciso atrair mais pessoas aos mercados, anunciando que a autarquia está a ponderar abrir alguns mercados durante todo o dia para ganhar novos clientes.
«Os mercados têm tudo para atrair clientes: são mais baratos e os produtos são mais frescos e mais baratos», sublinhou o autarca.
Paulo Moreira escusou-se a avançar quais os mercados onde será implementado o novo horário, explicando que primeiro tem de falar com os comerciantes.
Lusa/SOL

Piscina da Ameixoeira

A Piscina Municipal da Ameixoeira já está no Google Earth.
Ora veja em :
http://bbs.keyhole.com/ubb/showflat.php/Cat/0/Number/857181/an/0/page/0