Metro: Obras prolongamento Linha Vermelha começam esta semana
in Diário Digital
As obras de prolongamento da Linha Vermelha do metro até ao aeroporto da Portela começam esta semana, após ter sido recusada a providência cautelar contra o metro interposta por um dos concorrentes à obra, anunciou esta segunda-feira a empresa.
Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa adiantou que a empreitada, que consiste na execução dos toscos entre a estação do Oriente e a futura estação do Aeroporto da Linha Vermelha, foi adjudicada ao consórcio constituído pelas empresas MSF, OPCA, Edifer, Sopol e Alves Ribeiro.
«O Conselho de Gerência [do Metropolitano de Lisboa] regista que a presente deliberação só agora pode ser tomada, uma vez que apenas na passada sexta-feira, dia 26 de Janeiro, foi indeferida, por decisão judicial, a providência cautelar que suspendeu a tramitação do presente procedimento concursal», refere a empresa em comunicado.
O Metropolitano de Lisboa refere que os trabalhos terão início até à próxima sexta-feira.
A providência cautelar foi interposta pelo segundo classificado no concurso, o consórcio liderado pela Zagope, que contestava a qualificação técnica do consórcio classificado em primeiro lugar no concurso, liderado pela MSF.
No processo, o Metropolitano de Lisboa invocou o reconhecimento do interesse público, tendo em conta o risco de se perderem os fundos comunitários assegurados para a obra.
Em causa estava uma verba que corresponde a 85% do investimento, garantido pelos fundos de coesão, e que, segundo o anterior presidente do Metropolitano de Lisboa, Mineiro Aires, ficariam em risco se a adjudicação não acontecesse até ao início de Dezembro.
Três agrupamentos de empresas entregaram, a 16 de Agosto, propostas para o concurso de prolongamento da Linha Vermelha do metro, uma obra (escavações e betão) que tinha como preço base 120 milhões de euros.
O consórcio vencedor apresentou uma proposta no valor global de 107,461 milhões de euros (69,6 milhões para os troços e 37,45 milhões para as três estações previstas - Moscavide, Encarnação e Aeroporto), para um prazo de execução de 32 meses.
O consórcio constituído pela Zagope, Construtora do Tâmega, Soares da Costa, Teixeira Duarte e Somague apresentou uma proposta com duas variantes, uma com prazo de 32 meses, no valor global de 135,315 milhões de euros, e outra para 31 meses, de 144,6 milhões de euros.
A terceira concorrente, formada pelos grupos espanhóis Companhia de Obras Castillejos e Acciona e pelo português Lena, que apresentou uma proposta de 119 milhões de euros para um prazo de 32 meses, foi desclassificada por não apresentar os rácios económicos exigidos no caderno de encargos.
O recurso que apresentou foi indeferido pelo Metropolitano.
O consórcio liderado pela Zagope apresentou igualmente um recurso, questionando a qualificação técnica do consórcio colocado em primeiro lugar, e acabou por interpor uma providência cautelar, depois de conhecido o projecto de relatório da comissão de avaliação, presidida por António Alves Baptista, o que veio suspender o processo.
Depois deste concurso, o Metropolitano de Lisboa prevê lançar um outro, no final de 2007, para os acabamentos das estações, na ordem dos 80 milhões de euros.
Diário Digital / Lusa
29-01-2007 19:48:00
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