Lembro-me que assiti ali a uma acção de campanha para as presidenciais com a presença de Ramalho Eanes. Houve até uma contramanifestação de apoiantes do outro candidato da extrema esquerda, que era o Otelo Saraiva de Carvalho.
Eu fui filmado pela RTP a preto e branco ostentando uma camisa com desenhos de galinhas com o respectivo nome científico estampado.
Vamos à actualidade:
não sabia que ainda faltava abrir mais uma parte daquele espaço que sempre foi da Quinta das Conchas e dos Lilazes.
Leia-se a peça de Susana Leitão do Diário de Notícias:
Terceiro maior espaço verde de Lisboa reabre ao público após um ano em obras
Após um ano em obras, a Quinta dos Lilazes, à Alameda das Linhas de Torres, em Lisboa, reabriu ontem transformando-se, em conjunto com a contígua Quinta das Conchas, no terceiro maior espaço verde da capital com 26 hectares, logo a seguir a Monsanto e ao Parque da Bela Vista (em Chelas). Ainda assim a população queixa-se da falta de segurança naquele espaço, da água "imunda" do lago e da única casa de banho disponível.
"A água está parada", diz ao DN José Vicente, morador na freguesia do Lumiar e frequentador da quinta. E garante que "vai acontecer o que aconteceu na Quinta das Conchas. No Verão fomos invadidos por uma praga de melgas por causa das águas paradas do lago". Mas a sua preocupação maior vai para a falta de segurança do parque. "Há muitos assaltos", salienta. Já Carlos Carneiro, outro utente, denuncia a falta de casas de banho: "Só existe uma, à entrada dos dois parques, o que é muito pouco."
António Prôa, vereador do Ambiente e Espaços Verdes na Câmara de Lisboa, garante que a segurança do parque será garantida pela patrulha da Guarda Florestal (dois agentes), também responsável pela vigilância permanente da Quinta das Conchas.
No que respeita aos sanitários, o autarca garantiu que estes existem, mas sublinhou que só serão abertos quando estiver resolvida a questão da sua manutenção (uma das hipóteses é "entregá-los" a quem quiser gerir ali um estabelecimento comercial). "A instalação de um bar ou café neste espaço iria contribuir em muito para uma maior segurança da quinta", sublinhou António Prôa.
O vereador explicou que as obras foram realizadas com a preocupação de "manter as características de jardim romântico" daquele espaço, recuperando os caminhos, os lagos e a vegetação. O lago foi impermeabilizado, mantendo-se as "ilhas" que reproduzem a forma do arquipélago de São Tomé e Príncipe. No edifício da Quinta dos Lilazes funciona a Academia Portuguesa de História, estando previsto que a Academia de Engenharia e a associação "Amigos de Lisboa" se mudem para o local.
Para Carmona Rodrigues, presidente da autarquia, este é "um projecto muito bem conseguido".
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